316. das fragilidades secretas

 

Das coisas que guardei no baú há as palavras ditas e que fogem cada vez que abro ele…

o dia teu, de amanhã
fosse o calendário de todos os dias, festa.

A noite, preparada em céu de estrelas onde o silêncio é som, propagado em grito.
Havia fantasmas espalhados pela sala. Devia ser suas lembrança em flores de ipês… Tudo registrado nas lembranças como se fossem retratos antigos. As imagens coladas à parede, onde o estuque era azul, antes da tinta verde,
Cinco minutos por dia eu ofereço amor em tuas rotas e guardo, ali, junto ao baú o beijo que arrepia a alma ainda hoje e que ainda não dei, enquanto a primavera reascende seus aromas na rua de cima…

Mariana Gouveia
316. das fragilidades secretas
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2 comentários em “316. das fragilidades secretas

  1. Lunna Guedes disse:

    Hoje eu acordei de repente, num estalar de sons e vozes… mas não havia ninguém por perto, a não ser o menino, que dormia o seu sono profundo de sempre. As vezes, ele nem mesmo parece vivo… gosto desse sono de vida-e-morte.
    Enfim, acordei e me deparei com os livros caídos no chão, retalhos e páginas, anotações minhas e me lembrei do estranho sonho da noite e ao ler-te, foi engraçado ‘o dia teu, amanhã’. E fui lendo e lendo-me e lendo outros olhos, outros lugares e finalmente acordei. rs

    grazie pelo despertar.
    amo tu

    Curtido por 1 pessoa

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