317. das fragilidades secretas

A candura me foi retirada aos poucos – quase gole – sorvi o riso da criança

e os ecos da noite se fundiram nas nuvens.
Debaixo da pele, o desencanto.
As paredes descascadas da infância e a vontade de ser sol, onde a chuva caía.
Me construo rente as redes. O abismo é tão perto fora das vontades.
Os invisíveis moram nas sombras e o tempo é esse retrato na parede nos vãos do nada.
A treva é logo além do muro e as estrelas fogem em noite sem lua.
As fragilidades secretas escondem nos códigos de seu nome escrito nas vozes de quem canta o amor nas madrugadas serenas e não sei falar de amor além dos poemas.
Não sei cavar jardins quando a chuva molha a rua. É impermeável esse estado de amar.

Mariana Gouveia
317. das fragilidades secretas
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