328. das fragilidades secretas

Riu na sorte do dia. Era o ar líquido que trazia a maresia. Nenhum lugar cabe quando no peito o ar falta.
A casa é pequena e perdida para quem não conhece o espaço. Todo voo é cego quando a vida pousa na sorte.
No silêncio da noite as aves não voam. Os sons da casa era minha voz rasgando os estuques.
Os rumos das viagens em roteiros marítimos. Permaneço onde bate o vento. A simbologia da vida é o toque…

[ então, não vivo ]

às vezes, a solidão é esse latido estranho do cão no portão quando vê a ave que beija a flor no varal de roupas.
às vezes, o destino certo é o pouso…

mas, o que nos prende à terra é o medo de voar.

 

Mariana Gouveia
328. das fragilidades secretas

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