330. das fragilidades secretas

Houve sol.em tudo que é canto no quintal, caminhou pelas ruas como quem busca sossego. Era rubro o silêncio da tarde e antecedia a ave,  Podia ser um nome, uma lembrança. O medo que a mãe tinha da ave – que segunda ela trazia mau agouro – e a tarde a findar em tons laranjas para o lado do sul.
A rua que antecede a curva do campo. O olho fixo no passado buscando alternativas de cura.

A história contada mil vezes na rua de cima. O vento branco a espalhar o cheiro do capim verde, a atrair lembranças.
Já não é o branco na parede e a cadeira ali, inanimada diante da janela e a mãe…
Tudo era esse jeito da ave que trazia nos olhos a sabedoria e no olho da mãe, a crença;
Mariana Gouveia
330. das fragilidades secretas
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2 comentários em “330. das fragilidades secretas

  1. Lunna Guedes disse:

    Me lembrei aqui de uma fuga de bicicleta quando menina, quando só tinha autorização para ir de uma esquina a outra. E sabia que crescia a medida que as distâncias permitidas aumentavam. Acho que vou ali escrever sobre isso… rs

    bacio

    Curtido por 1 pessoa

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