334. das fragilidades secretas

334. das fragilidades secretas

Listou os livros que leu. Perdeu – se dentro das histórias que lembrava.
Escolheu a nova tatuagem e a frase do dia para a rotina das horas.
O vento é esse menino travesso que traz a chuva pelas mãos. A árvore maior sem folhas, o galho sendo motivo de asas e há uma discordância entre a pena e o pouso.
As palavras escritas em um idioma noturno. A história da flor contada de mil maneiras diferentes.
Era uma vez, o tempo que acabou. Rio abaixo, todo vento é torto.
As flores traduzem a expressão da semente. O coração é essa ocupação constante dos sem-ninguém.
A lista, as regras, a colheita… perdeu – se.
As fragilidades secretas traduzem a cor que o jardim inventa.

Mariana Gouveia
334. das fragilidades secretas

 

 

4 comentários em “334. das fragilidades secretas

  1. Toda vez que leio sua poesia, vou além. Parabéns!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Sempre chamo Mariana Gouveia de Mariana, a Gouveia, por achar, por crer, que Mariana, que é a Gouveia, não é só uma pessoa, mas uma instituição, um construto, um movimento. Mariana, você é muito Mariana!

    Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.