340. dos verbos indefinidos

O cheiro da grama recém cortada dá a sensação de passado. A memória resgata lembranças que fizeram parte da infância.

Contei minha vida em carta. O rádio e sua maneira de resgatar verdades.
Tudo acontecia no século passado. A música da sua vida na voz do locutor. As ondas gravitacionais fazendo com que a viagem seja feita passo a passo.
O porta retrato guardando a família toda. Os que já foram parecem mais presentes ainda, mesmo depois de tanto tempo.
O verbo era quase um propósito de espera.
As ervas no jardim, criando sementes – as flores sendo colo para a vida – e da semente, a flor… fruto.
O amor sendo a palavra feminina na cor. Era apenas o regresso de um mundo que sonha vontade.
Mariana Gouveia
340. dos verbos indefinidos
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