341. dos verbos indefinidos

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Caríssima mia,

Dizem que o melhor da festa é esperar por ela… Pelas minhas previsões, o Vermelho atingiria o ponto máximo hoje…
A manhã aconteceu no improviso das horas. O fluxo do dia foi pela atenção aos prazos, lembrei – me de você e seus prazos –  que são muito mais divertidos de cumprir – os de hoje, trazem o emblema do sistema. Lento, como sempre.
Trovejou e seu nome ecoou nos corredores longos. Choveu e o cheiro da terra molhada foi quase um engolir de lembranças. Lembrei – me das roupas que ficaram  no varal – e te chamaram atenção – e a chuva macia durou a tarde toda.  Dezembro é essa imensidão das chuvas… As poças trazem o desenho do pássaro.

Dá de pegar o voo com a mão. Dezembro é esse aconchego de aves. Esse aconchego da ave que bem me viu.
À tarde, o Vermelho por Dentro emociona na chegada. O cheiro, o toque, o fechar os olhos e as mãos a rasgar o papel…
Festejo com o carteiro o reencontro. Quando alguém tem a alma limpa abraça apenas com o olhar.
O Plural da vida me encanta só pela capa.
Releio as dedicatórias e agradeço o universo.
A vida tem essas delicadeza que me afagam… Sou esse instante de emoção.
Ainda preciso mergulhar dentro desse vermelho.
Meus próximos dias terão novos personagens a adentrar minha pele.

Mariana Gouveia
341. dos verbos indefinidos

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