361. dos verbos indefinidos

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Conheceu uma galáxia estranha no quintal.  Há séculos que reescrevi a mesma história. O ponto final era um poema vertical. A dor instalada na garganta.
A palma da mão estendida na reza:
– Leio sorte ao meio – dia!
A intimidade é o ponto fraco para os fortes.
Há que estender o verbo indefinido. A casa sem janela que marcava o canto do muro na rua de cima. O desejo de viver na dor. Os olhos exaltados no ocaso do agora.
O retrato fosco no silêncio. As árvores ganham garras de monstros. O azul destoa do céu escuro. A solidão é o vestígio dos últimos dias de desafios que a alma enfrenta.
Palavra do dia: resignar.

Mariana Gouveia
361. dos verbos indefinidos

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