6 on 6 – Retratos

Desde pequena sempre fui avessa aos retratos.  É fato que, quando criança as fotografias eram coisas raras. Uma vez por ano, lá vinha o fotógrafo tão esperado pelos meus pais e vestíamos como se fosse para uma festa. A fotografia era tirada uma com toda família junta, e outra individual de cada um dos sete filhos.

O tempo foi me levando para os caminhos da arte, rádio e passei eu a fazer fotografia  e em cada uma das funções exercidas o registro era inevitável.


Os reencontros com a família, o carinho da irmã e o quintal da casa do pai. Ainda assim, me ver fotografada era estranho.

 

 

 

 

Nas brincadeiras, o riso em cenas inusitadas era o limite entre a máquina e eu. Registrar os momentos era quase um ritual onde quer que fosse. Em alguns instantes engraçado, antes da peça começar. Na preparação do ato e caracterização.

 

A natureza passou a ser meu foco e minha atenção. E mesmo em casa, passei a ter visitas para os cliques inusitados.

 

Nesses momentos, a intimidade era o grau maior entre a lente e eu e entre mim e a vida que se mostra gigante a cada dia.

 



Para mim, a fotografia é o momento certo de registrar instantes para sempre. Com isso, o retrato fica inspirado no momento. A vida é tão passageira e com um simples clic consigo eternizar o para sempre sempre…

Mariana Gouveia
Projeto 6 on 6 – Editora Scenarium Plural

Participam desse Projet0:

Lunna GuedesMaria Vitoria |Obdulio Nunes Ortega

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8 comentários em “6 on 6 – Retratos

  1. […] 6 on 6 – Retratos em O Outro Lado […]

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  2. Lunna Guedes disse:

    Fui lendo-te e observando esse cenário seu, tão meu… a gente não gostava de ir tirar foto no studio, então mio babo pagava o fotografo para ir a casa. Não era comum. mas ele ia. Agendava e fotografava a nós três.
    Me livrei das fotografias antigas e hoje faço fotos a qualquer momento, mas são descartáveis. Não guardo. Vai para a nuvem e por lá fica. Hoje, ao procurar por fotos para compor o post, viajei e aqui faço outra viagem. rs

    adorei
    bacio

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    • Mariana Gouveia disse:

      Meu pai também fazia isso com a gente. O fotógrafo ia uma vez ao ano na fazenda, para registrar o crescimento da família. As fotos se perderam nas mudanças de cidades, outras estão em caixas – baús na casa do pai e é motivo de lembranças nas férias.
      Grazie por me permitir essa volta ao tempo!
      Grazie per tutti!
      Amo tu!

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  3. […] Também participam deste projeto: Lunna Guedes| Maria Vitoria |Mariana Gouveia […]

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  4. Alvaro disse:

    Encantador a alegria do teu sorrir, em verdade recordar momentos eternizados e de uma preciosidade tremenda.
    Engraçado que tenho uma foto quase idêntica a essa da libélula….
    Hoje quero agradecer pelo privilegio de conhecer um pouco mais do seu viver.

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  5. Como toda pessoa que olha, o olheiro profissional, que as vezes vira num poeta, num escritor, num fotógrafo, tem, carrega, traz na cacunda, um dilema. O de talvez saber demais das incongruências, da pouca definição, do ângulo infeliz, da fragilidade das cousas. Eis porque nós outros, tenhamos talvez receio das imagens. Sabemos demais dos riscos e sabemos nada da vida e assim somos desconfiados, por profissão e vezo. O problema da imagem é que ela não revela mas, filha-da-puta!, também não esconde.A profissão de ver, acho cada vez mais, é a de desnudar, não o fotografado, claro. Abraço.

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