e assim…

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Passei quase a noite inteira refazendo roteiros de tudo que tinha vivido. Ajeitei os quadros. Peguei a xícara de café. Aquela mesma que ela bebia o café da manhã. Contei as estrelas no céu e percebi que o número é o mesmo daquele dia. Era um revoar de borboletas no coração. Milhões de emoções a percorrer a veia e a alegria plena de saber dela ali.

Tão distante mas se eu levantasse a mão poderia tocá-la.

E essa sensação era quase como que pegar fogo. Ela gosta de me ver incendiada.

Ela tem um jeito apressado pra decidir as coisas e decidiu.E veio e ficou e foi…Com algumas perguntas que eu não poderia responder.Com algumas respostas que eu não saberia escutar.

A bagunça dentro de mim é culpa dela. Ocupa os espaços plenos do respirar. Resigno em comer saudades e em poucos minutos a risada dela me leva ao céu.O mesmo céu que conto agora as estrelas…

E em cada amanhecer pinta de um alaranjado brilhante tudo que toco para assim como o poema de Adélia Prado, constantemente amanhecer nela. Ela me impressiona nos gestos e no modo de gostar. Eu a desenho em tudo que toco. Nas janelas do ônibus, nas portas, nas mesas, na comida do prato, nas nuvens e no amor que sinto por ela.

E assim,cultivo a esperança.

 

Mariana Gouveia

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