Portas Abertas – Codinome: Lucidez

“Todas as quartas eu saio e vou ao encontro de Ana. Hora marcada. Chego sempre antes e espero na sala-pequena, com quadros coloridos e posicionados lado a lado.
Foi uma decisão difícil, mas necessária. Precisava falar da minha vida e experimentar esse ouvir-me. Contar sobre o que não conseguia esquecer. Não era muito, porque o pouco das lembranças que eu tinha, havia ficado pelas paredes daquele lugar. Grudadas por lá… a ecoar um ontem que me fora roubado.”

in Portas Abertas – Codinome: Lucidez Pag. 67 – Scenarium Plural Editora Hoje, dia 30/11 – na Casa Laranja