Lunna Guedes · Scenarium Plural

chamada aberta | mask

E você, qual é a máscara que te veste?

Scenarium

Na batalha contra a sars-covid-19, o uso de máscaras se tornou uma das formas eficazes para evitar a contaminação. Fomos todos convidados para um baile a céu aberto… e nos tornamos os mascarados desse século.

Falar de máscaras como símbolo é bastante simbólico… muitas culturas fizeram e fazem uso desse elemento para resignificar a persona que somos. A máscara representa algo… para alguém, epode ser lida mais corretamente por pessoas de uma mesma cultura.
Aqui, no Brasil… a palavra máscara geralmente está associada a fantasia… ao carnaval. É um objeto cerimonial, típico das festas. Há pouco tempo, no entanto, estive nas ruas… escondendo-protegendo o rosto de manifestantes.
Os povos indígenas usavam em suas cerimônias, que simbolizavam animais, pássaros e insetos. Já os gregos antigos usavam em festas dionisíacas, regadas a dança, música, cantos, bebidas e orgias. E quando o ritual a Dionísio foi proibido — por ser considerado pagão…

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Lua de Papel · Lunna Guedes · Maratone - se · Mariana Gouveia · Scenarium Plural · Sete Luas

7 – Minha estante de livros.

Qual o melhor exemplar em sua estante?

Mais uma maratona chega ao fim e acho que consegui passar um pouco de minha estante para vocês, mas talvez, o mais difícil é escolher o melhor exemplar de minha estante.

De tantos exemplares, claro que alguns se tornaram meus xodós, tipo aqueles que não empresto, não dou e ficam em um lugar especial em minha estante. Claro que estou falando de Lua de Papel, uma trilogia de Lunna Guedes! E como diria minha escritora/editora favorita – eu sou suspeita – mas como também sou leitora, confesso que eles ficam ali, ao lado do Charlie Brown, os três livros, meus Luas – Hors concurs e tenho dito!

Estou na segunda leitura de Lua de Papel. Confesso que é uma leitura nova e surpreendente. Comecei a leitura porque queria muito que minha Ana, em Portugal conhecesse a história e comecei a ler o livro para ela via vídeo chamada. Lia um capítulo por dia aproveitávamos nossa hora de almoço e tudo teve uma nova visão do livro e até da própria história. Já estamos no livro II e confesso que a forma de ver alguns personagens mudaram.

Mas, como disse, Lua de Papel é Hors Concour e então, qual seria meu exemplar favorito?

Sete Luas é aquela delícia de escrever, tocar, cheirar, ler e se orgulhar e dizer: mas eu fiz parte dessa lindeza?!!

Sim, eu fiz e se você quiser saber mais, aqui tem minhas impressões sobre Sete Luas e nas tags Sete Luas há alguns dos meus textos.

Espero que vocês tenham gostado dessa maratona. Agradeço as curtidas, as participações e comentários, mas digam-me: Qual o melhor exemplar em sua estante?

Mariana Gouveia
Esse post faz parte da maratona de maio e participam
 Alê Helga | Darlene Regina | Lunna Guedes | Roseli Pedroso

Lua de Papel · Lunna Guedes · Maratone - se · Mariana Gouveia · Septum

1 — Minha estante de livros.

Escolha um livro para cada uma das iniciais do seu nome.

Mais uma vez, a minha editora Lunna Guedes, me envolve em desafios e cá estou a desnudar minha estante de livros. Confesso que, embora seja amante de livros e desde criança leio bastante – minha média de leitura anual são de 58/59 livros – eu nunca tive uma estante cheia de livros. Aliás, a minha estante era mais para a coleção de corujas e elefantes e as miniaturas, por falta mesmo de dinheiro para comprar os livros que adoraria ler.

Durante mais de dez anos os livros que li vieram de doações, trocas em sebos e principalmente, através da delicadeza de uma amiga – que tinha uma estante igual a que vejo nas novelas – e me permitia escolher quais livros queria ler durante o mês e lá ia eu, com os livros em sacolas, como se fossem tesouros e eu os devorava com fome de viver.

Quando a Scenarium surgiu em minha vida, a avidez pelas palavras vieram com o desejo de ler autores que eu conhecia – alguns, claro! – e admirava e minha estante se encheu de livros com alma, poesia e amor. Minha estante ganhou ares de aconchego e arte, porque os livros são feitos um a um, como unicidade e singularidade dentro da palavra Plural e assim, meu acervo tem a estante que sempre sonhei:

Quando o “desafio” surgiu no email, lá veio o desespero no tema: Minha estante de livros, para o título do dia: Escolha um livro para cada uma das iniciais do seu nome.
E lá vou eu gritar ‘socorrooo’ e recorrer à minha estante… Letra M, de Mariana… e para minha alegria a magia me colocou em mãos Meus Naufrágios, de Lunna Guedes:

Me lembro das manhãs de sol de junho… e de meus olhos caídos de sono. Meu corpo embriagado-embrulhado numa manta vermelha e meus passos a tropeçar pelos caminhos, da casa.
Descalça… avançava pelos cômodos. Senti o chão de madeira ranger sob meus pés…”

Ler as anotações de Lunna é uma viagem gostosa, e naufragar junto com ela é um mergulho na essência da bambina e um absorver de poesia… mas, como diz a própria autora, eu sou suspeita, porque nas seguintes iniciais, L de Lourdes, e S de Silva tenho Lua de Papel (os três livros) – que amo, reamo, amo de novo e devoro e estou na terceira leitura – e Septum – que me tira o fôlego e o ar – é só suspiro e se você ficou interessado, basta clicar no link e pedir um só para chamar de seu…

“Quantos arrepios simples toque é capaz de causar?”
“… resolvi levar meu velho guarda-chuva vermelho para um passeio para um passeio pelos mesmos lugares de sempre, guiada por esse mapa particular que trago na solado meu sapato”

Meu drama começou quando o G de Gouveia se viu órfão na minha estante. Entre mais de 87 livros da Scenarium Plural e 48 outros livros nenhum cabia dentro da letra G… até que, fora de todo contexto e ‘abandonado’ em um canto do guarda-roupas do meu filho surgiu um nome que havia ficado fora da estante: Guia politicamente incorreto da filosofia – ensaio de ironia – que confesso, não li ainda, mas vi as anotações que meu filho fez durante sua leitura e é tão atual, que ri ao ler.

“a democracia sempre dá vitória aos idiotas porque são a massa…”

Então, é isso! Nessa semana, vocês irão acompanhar minha estante e meu jeito livr(e)o de ser.
E você? Conta para mim nos comentários, como é sua estante e nela, quais seriam os livros com as iniciais de seu nome?
Abraços,

Mariana Gouveia
Esse post faz parte da maratona de maio e participam
 Alê Helga | Darlene Regina | Lunna Guedes | Roseli Pedroso


Alice - Uma Voz nas Pedras · Lunna Guedes · Mariana Gouveia · Scenarium Plural

Alice, entre voz e o oceano…

Bambina mia,

Sabe, bambina, a primeira vez que li Alice aconteceu em um sem fôlego. As palavras me dominaram e foi como se bebesse de um gole só todo café da xícara e depois, vem a sensação de que preciso levantar, ir até a máquina preparar mais uma xícara e daí, então, beber pausadamente. Foi assim com Alice. Mas eu não estava só e preciso te falar de Ana.

Ana, é o meu mundo além mar. Falamos de poesia, de trabalhos, de sonhos, de amores, de desejos e de livros. Alice surgiu em nossas conversas e resolvi ler Alice com Ana, através de um aplicativo de vídeo de uma rede sociais.

Em seu horário de almoço ou nas horas vagas, contornando o fuso horário, com Alice em mãos a gente falava de coisas sobre sua escrita. Da maneira que você envolve a gente em uma história e Ana tornou -se minha companhia diária das 10:00 às 10:30 na missão de desvendar um livro para alguém que também é apaixonada por literatura.

Dessa forma, bambina, Alice chegou mais densa para mim e desenhávamos juntas as Alices que a gente conhece nos quatro cantos de lugares diferentes além mar ou aqui. Já não era uma história minha, com a xícara vazia de café… Alice se transformou nos prazeres das conversas entre o bule na mesa e as xícaras com seus pires com corações talhados, além do bolo de fubá, de laranja e a receita trocada no fim de cada capítulo.

Chegamos ao fim do livro e a experiência da leitura, feita em companhia tão gentil, levei seu livro para o outro lado do oceano através de minha voz. A sensação é quase de orfandade. O ritual era algo preparado para através de uma tela de um celular ou notebook o saber/sabor do livro entendido, sentido e compartilhado.

Queria que soubesse disso em forma de carta, que é a forma que consigo dizer para além das palavras que sua escrita me envolve.

Grazie!
PS: Ah, e começamos Lua de Papel!

Mariana Gouveia
Projeto Artesanal Alice, uma voz nas pedras de Lunna Guedes.
Solicite o seu exemplar através do WhatsApp 11 9-91341745

6 on 6 · Lunna Guedes · Mariana Gouveia · Obdúlio Nunes Ortega

6 on 6 — Bonapetito

Minha mãe dizia que comer curava… ainda me lembro de meus irmãos e eu em volta da mesa de madeira pura e as panelas ainda fumegando em cima do fogão de lenha e ela incentivando a nós que a comida curava – cura a alma, a fome e a pele.

Quando se fala em comida ou bonapetito o que me lembro é do cheiro da horta e dos legumes frescos. Talvez, o que me leva à toda minha infância – e é o que me move em todos os momentos – é o cheiro da terra molhada, lembrando colheita… seja de abobrinha ou pimentas. Nossa horta fazia um L na casa e era cercada com arames, para evitar o ataque das galinhas. Ali, tínhamos ervas frescas e todos os tipos de legumes e hortaliças. Trocávamos com os vizinhos de outras fazendas naquilo que ainda não havíamos plantado.

Sou goiana e as comidas típicas da região até hoje são de dar água na boca. Com o pequi fazíamos desde licores, até as conservas que duravam até 6/8 meses e o bendito arroz com pequi me traz a alma e o sabor do lugar onde nasci.

Hoje, tenho minha própria horta… cercada, por causa de Lolla – minha cachorra branquela azeda, que insiste em brincar de piscina de terra, caso eu me distraia. As ervas, as pimentas e tomates colho na leveza dos dias. O alecrim que me traz a canção da infância:
Alecrim, alecrim dourado…
e a cebolinha, o coentro e a salsinha que perfumam minha cozinha.

Eu poderia colocar aqui mais de mil fotos, que retrataria a união, o amor e a força que me faz quando volto ao meu lugar.
Minha irmã mais a velha a dominar o fogão a lenha, as frutas, ainda intactas, no mesmo pomar, como se estivessem só esperando que eu chegasse para colher… O peixe fresco, pescado logo ali, no ribeirão onde banhei e os biscoitos com cheiro e gosto de mãe.

Talvez, você estranhe ao ler, mas a foto acima é o único alimento que não me falta todos os dias. Seja um ou outro… Ou todos juntos. É a minha porção de magia que me leva ao que é meu, ao que eu sou e ao que serei. Pode ser que seja o cheiro do alho dourado ao acrescentar os legumes na panela. Pode ser que seja apenas pela lembrança de minha mãe e daquilo que ela mais gostava. Mas pode ser apenas porque eu estou faminta e vou ali para meu jantar.
É servido?
Bonapetito!

Mariana Gouveia
Projeto 6 on 6 — Bonapetito
Scenarium Plural Editora

Lunna Guedes

Diz a lenda…

diz a lenda

que as roupas têm uma vida secreta…
à noite, se reúnem nos armários para discutir suas vidas e, principalmente, a vida de quem as veste.

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– agenda Lunna Guedes 2015
janeiro. 13
*imagem: Tumblr

Lunna Guedes · Mariana Gouveia

Chegar ao ponto

Uma demora lenta nas palavras
um calor bom na palma das mãos

uma maneira de gostar das pessoas e das coisas
sem tolher movimentos ou forçar as superfícies
beber aos golinhos o café a ferver
ou o whisky chocalhado com pedrinhas de gelo

viver viver roçando as coisas ao de leve
sem poupar o veludo das mãos e do corpo
sem regatear o amor à flor da pele
olhar em torno de si perdida ou esperar o verão
e saber de um saber obscuro que o calor
todo o calor é de mais dentro que vem


Rui Caieiro

Bambina mia,

Escrever-te é me deixar ser levada até tua cozinha. A mesa – como adoro aquela mesa – e o bolo de fubá ainda a se anunciar em cheiro. Devia ter comido mais um pedaço antes de partir.

As tuas mãos a desenhar as receitas, para mim, já eram poesias vividas ao vivo e a cores. Jane dog a se embolar em meus pés e o café a exalar seu cheiro nos corredores que me leva até o elevador e tuo bambino a separar as páginas de mais um livro na sala.

Sou de sentir os cheiros e aspirá -los antes mesmo de tudo pronto. Brinco que em outra vida – se existiu outra vida – devo ter sido cão. O faro é bom! Por isso, talvez, desde nossa conversa sobre o ponto do cozimento das batatas antes de irem ao forno o que me levou em aromas e cheiros foi o molho da laranja.

As superfícies da cozinha e os utensílios me levam ao equilíbrio da palavra: chegar ao ponto e lembro – me da toalha que acabei de bordar. Os pontos, um a um fizeram um coração de tomates, uvas e flores. Embora seja diferente, o ponto deve se entranhar no tecido com as linhas e suas cores e com isso formar o desenho que se espera… assim como as batatas ao serem cozidas a aguardarem o ponto exato para serem assadas e por fim, o molho.

Acho que vivemos as duas de lembranças, bambina. Tu, de tua terra e os teus e eu, da infância, para onde volto de vez em quando a relembrar os cheiros. Primeiro, da horta feita logo atrás da casa e do cheiro da terra molhada enquanto os legumes e verduras eram colhidas por minha mãe. Depois, do pão de milho e as pamonhas a serem cozidas, até chegar no ponto de poder abrir a folha e saborear.

Para você ver que estamos desde sempre esperando que algo chegue ao ponto. Do caramelo ao molho da laranja. Da bruschetta derretendo o queijo ao café ristretto a invadir os quintais e corredores. Tanto aí, quanto aqui e devo dizer que um cheiro de chuva rodeia meu lugar e trovoa. Embora, trovão não tenha cheiros, mas é a primeira coisa que me leva até você, sem passar do ponto.

Grazie,
Bacio

Mariana Gouveia

Lunna Guedes · Scenarium Plural

Resenha | Corredores, codinome: loucura

A resenha do meu livro Portas Abertas – Codinome: Loucura, por Lunna Guedes!

Scenarium

“Que dizer da loucura? Mergulhado no meio de quase duas dezenas de loucos, não se tem absolutamente uma impressão geral dela. Há, como em todas as manifestações da natureza, indivíduos, casos individuais, mas não há ou não se percebe entre eles uma relação de parentesco muito forte. N]ao há espécies, não há raças de loucos; há loucura só.”

— escreveu Lima Barreto,
in; ‘diário do hospício’.


Começo dizendo que pode e deve fechar as janelas, mas não as do lugar onde vive e, sim, as de tua casa-corpo. Feche os estores, respire fundo e coloque a água no fogo. Escolha entre chá ou café, xícara e lugar. Antes, feche os olhos por alguns minutos e se esvazie de quase tudo, porque o mundo irá permanecer em ti, ou pelo menos, naquilo que de ti restar ao fechar a porta de tua morada, dessa casa que és… deixando o ruído do…

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Lunna Guedes · Mariana Gouveia · Portas Abertas - Codinome Lucidez · Scenarium Plural

Carta à Maria

rasga todos os mapas, as cartas marítimas e geográficas
esquece os caminhos que não são teus
cartografa apenas as ruas da tua infância e a tua aldeia  
guarda no peito a trilha
das saúvas vermelhas
e das lagartas de fogo da tua alma
e segue
no rastro dos caracóis dos muros que vieram ao chão
viaja, se possível, navega — voa!
Nydia Bonetti

 

 

Querida Maria,

 

É verdade que você se transformou. E se eu fosse detalhar resiliência, seria teu nome que estamparia nas camisetas que usaria todos os dias.
Lute como uma garota! – eu diria – e não seja normal – as pessoas normais são chatas e sem histórias.

Quando me deu sua história, era um dia chuvoso e as palavras se uniam em tom de desabafo e você, ali aos meus olhos nua e crua. Resiliente e aspirante no modo amar. O medo em cada gesto e um desejo absurdo de falar.

Você me usou para ser voz e ao mesmo tempo me silenciei e dei voz a você. Fui seus passos aqui do lado de fora e testemunha do amor que foi plantado e que virou esse romance que traduzo nos gestos de quem ama o amor.

Hoje, Maria, você ganha ares de vencedora e coloca um ponto final naquela história que dói e recomeça a contar seus momentos a partir do belo, da casa com quintal, dos chás de cidreira e noites de amor.

Talvez você se encante por essa nova vida. Talvez você se inquiete com alguns momentos, mas o que posso garantir que tudo se trata do destino.

E do destino, você não tem como fugir.

Mariana Gouveia
O lançamento de Portas Abertas – Codinome Lucidez,será no dia 30 de novembro, às 19 horas na  Casa Laranja… em São Paulo.

Lunna Guedes · Scenarium Plural

Mariana Gouveia,

Minha entrevista pelos olhos de amor da Lunna!