És

És

“(…)
És
para meu desespero
Como as nuvens que andam altas
Todos os dias te espero
Todos os dias me faltas.”

Linhares Barbosa, in “Os teus olhos são dois círios

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Borboletas de veludo

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Um bater de asas imperceptível
que procura arrepios
na eterna primavera dos sentidos,
flutuo de um quarto para o outro
deixo pegadas
é o amor que sua do meu corpo,
preenche esta casa.
Horas, faço horas e roubo minutos
que consumo a estar contigo,
troco dias por noites
e noites por uma vida.

Estelle Vargas

Bichinhos para a solidão

Bichinhos para a solidão

Dê-me dois
Daqueles bichinhos
De silêncio
Dois fofinhos
Um macho e uma fêmea
Vou soltá-los no
Apartamento
Para silenciosas cópulas
E comerão silenciosamente
Qualquer barulho
Sobrarão apenas sons que
Venham de música ou livro
Talvez fique uma
Risadinha de criança
Que vibre de muito longe

Logo terei variações de
Silêncios
Eles irão se multiplicar
Feito coelhos.

Adriane Garcia