277. das infinitudes

 

Era uma vez, a coragem. Tinha rosto de homem e pintou a floresta de igualdade.

Possuía o sonho de unificar o mundo, ou a etnias e com isso ele vivia dentro de sua cor de alma.

Vivia entre a natureza e o equilíbrio tênue – em uma mão, o acolher… em outra, a liberdade que as árvores e os rios possuíam – e a liberdade cobra o preço de quem aprecia o vento.

Quando a certa altura tudo começava a fazer sentido na vida do homem e daqueles que o cercava, que com a coragem no olho, desbravou a sensibilidade do dentro. Eu-você-ele-o-outro-igual. Era como se a floresta vibrasse na essência viva do acontecer.

Mas, nem tudo é tomado pela cor e quando tudo era princípio e começo e a vida fluía no sentido da correnteza do rio, o destino tomou pelas mãos o homem… e as encruzilhadas se misturaram diante do dia em que ninguém sabia o que fazer.

Havia apenas o homem e seu destino de dever cumprido. Havia apenas um quadro onde a floresta perdia a cor.

E os elementos da natureza na própria observação dos fatos apenas agradecia a coragem do homem que ousou ser ele, em sua essência, igual ao seu semelhante.

Ao pensar acerca das razões porque a floresta ficara sem cor, e o homem em sua coragem virou menino pintor… concluiu-se ao fim do dia que não importava se o homem nem era mais dali… A floresta pertencia a ele por onde quer que fosse.

Mariana Gouveia
277. Das infinitudes

 

Anúncios

221, das impressões do dia seguinte

 

O homem é um guerreiro… sábio e um homem… Mas índio.
Resistente. Reconhecido igual como seus iguais, mas diferente – como todos deveriam ser – com sua identidade própria.
O guerreiro é livre. E luta a cada dia pelo respeito é o que os move.
Eu conheci um guerreiro. Um líder e sábio. Conheci a verdade no olho e sua história e era alguém que definiu minha fé.
Eu acredito na natureza. Ela é forte, voa, voraz e firme.
Os direitos humanos nunca foram seus direitos. A igualdade nunca foi igual e nem razão para desistir da luta. A liberdade é essa, única, de briga, de falar alto e exigir o respeito.
A determinação é sua. Continue… lute, vença.
É toda arte de ser. É toda vontade de lua.
É toda raça no nome. É índio!
*10º aniversário da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. É tempo de celebrar e honrar o direito dos indígenas e sua grande contribuição cultural para o planeta.

109. dos dias aleatórios de Abril

Conheci um sábio da floresta. Conhecia o poder da cura pela natureza. Possuia o dom de entender as sementes, as folhas, as flores e soube tocar meu coração.

O olho tinha a fome de um povo por respeito… Os braços, a força de um guerreiro…

A família era o elo que o ligava ao sagrado e o sagrado cobria a pele do espírito da terra.

O sábio sabia o segredo dos animais… E com esse poder dominava o seu mundo

O vento, seu mensageiro de voz e ecoava pelos cantos pedindo sabedoria para entender o sentido da vida.
Que o dia não seja só uma data, mas que o significado seja de respeito e compreensão.
Mariana Gouveia

108. dos dias aleatórios de Abril