Entre_tantos

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Entre_meios
Entrei no labirinto
E me perdi.

– Cláudia Costa –

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316. das fragilidades secretas

 

Das coisas que guardei no baú há as palavras ditas e que fogem cada vez que abro ele…

o dia teu, de amanhã
fosse o calendário de todos os dias, festa.

A noite, preparada em céu de estrelas onde o silêncio é som, propagado em grito.
Havia fantasmas espalhados pela sala. Devia ser suas lembrança em flores de ipês… Tudo registrado nas lembranças como se fossem retratos antigos. As imagens coladas à parede, onde o estuque era azul, antes da tinta verde,
Cinco minutos por dia eu ofereço amor em tuas rotas e guardo, ali, junto ao baú o beijo que arrepia a alma ainda hoje e que ainda não dei, enquanto a primavera reascende seus aromas na rua de cima…

Mariana Gouveia
316. das fragilidades secretas

213. das impressões do dia seguinte

Aberta a temporada de vento. As cortinas dançam em favor da brisa.
Saboto a paixão no instante do paraíso. Na véspera, a previsão do tempo é dedicada as flores. Um século era quase o momento de agora.

Faço a visitação à árvore em ritual de encanto. Tudo é magia na suavidade da pétala.
Era amanhã a queda de flor e a calçada. acolhida do instante sublime.
O meu querer tem o cheiro dela na cor que desbota quando cai e mudo a rota da estrelas para o olhar dela.
Quase todo amor é feito de vésperas. O instante que acontecerá no dia seguinte.
Cabe em minha mão o nome. Recitado em suavidade com o silêncio da noite. O sensor que me move é o da liberdade e dentro dele busco a poesia que estanca a dor.

 

Mariana Gouveia
213. das impressões do dia seguinte